quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tweens - Um trabalho juntos.

Já fui muito magoada e por vezes não confio facilmente no que os teus lábios as vezes me dizem, e quando o que dizes é bom de mais para ser verdade, penso se não será melhor  desistir, antes que fique com o coração partido mais uma vez.
Já pensei muitas vezes em desistir de “nós”, daquilo que somos agora, da história bonita que construimos até agora, daquilo que sinto por ti, mas cada vez que me abraças daquela maneira que me faz sentir protegida de tudo o que me possa magoar, só penso que talvez desta vez tudo possa correr tudo bem, que talvez desta vez eu possa finalmente ter o final feliz que por tanto desejei e ansiei. Gosto da maneira como me proteges sem dares por isso, da maneira como me das a mão sem ninguém ver, e como estas sempre pronto a defender-me seja de quem for.
É por isso que eu acredito em ti e no que podemos vir a ser um para o outro, e no que poderemos vir a construir com o tempo que temos pela frente.
Acredito em ti como a muito não acreditava em alguém, e agora tudo o que dizes faz sentido, mesmo que as vezes o medo traga o pior de mim, e faça com que te afastes de mim. Já mo disses-te muitas vezes “gosto muito de ti”, mas nunca acreditava nem tinha coragem para te dizer que o que sentia por ti era igual, mas agora sou capaz de acreditar e de dizer sem medo nem vergonhas, admitir que estou apaixonada por ti e que também gosto muito de ti.
Mas faço-o com reservas ainda, porque sei que mais tarde ou mais cedo, vai haver algo que nos separa.
Isto é a nossa historia, uma historia que não terá um ponto final, uma historia que não terá uma virgula, uma historia sem pontuação pois a nossa historia não é escrita e uma historia real e caso houvesse pontuação, um ponto final era apenas um paragrafo um capitulo que acabou e onde iria outro começar.
Historia é aquilo que escreve-mos, aquilo que contamos. Isto sim é uma historia, um conjunto de palavras que nos caracterizam, que identificam aquilo que sentimos, aquilo que queremos que as pessoas saibam, não precisamos de mostrar com actos podemos mostrar com palavras, podem pensar que são simples palavras mas são palavras sentidas, palavras que saem do nosso coração, sem sequer serem pensadas antes de existirem, no coração onde são frases construídas, onde encontramos o sentidos de uma historia, a força de um sentimento mas... nem tudo pode ser uma historia, historias existem nos contos de fadas, uma historia tem que ser pensada antes de ser vivida.
Isto é a vida real onde tudo acontece sem estarmos a espera, onde sentimentos se soltam apenas porque são mais fortes que nos, onde eles encontram a pessoa que nos protege e sim, não fui eu que te encontrei, foi esse sentimento.. eu apenas te conheci, apenas troquei algumas palavras contigo e alguns gestos que podiam parecer pouca coisa para nos, mas para ele contou muito que ele não aguentava mais e nos juntos.
Um sentimento que começou por ser pequeno, ser apenas mais um grão de areia neste mundo, mas com o tempo foi crescendo, foi nos modificando, foi nos mostrando aquilo que representamos um para o outro, e aquilo que somos agora. Não me interessa o que possa acontecer daqui para a frente, pois vivo no presente, e vivo-o intensamente, contigo sempre a meu lado, a olhar por mim, a cada passo que dou a cada gesto que tomo, a cada decisão que faço, a cada escolha que tomo eu sei, eu sinto que não as faço sozinha que não as tomo sozinha, sei que estarás sempre comigo para me apoiar e para olhares por mim. És o meu protector, és a minha sombra, és a pessoa que eu escolhi para contar todos os meus segredos, para assegurar a minha vida nas tuas mãos. Sei que estas coisas não existem e que não passam de apenas um nome de contos, de historias mas eu considero-te o meu princepe encantado, o único residente do meu castelo, castelo não, do monte de areia que foi construído após cada grão da nossa relacçao, do tempo que dedicamos um ao outro, das coisas que dissemos, daquilo que fizemos e conquistamos o “para sempre” ou “eterno” são palavras, as quais não ligo nem acredito, pois a nada é para sempre ou eterno, a vida mostrou-me isso. Também aprendi que não é o tempo que conta mas sim a intensidade de cada gesto, palavra ou mesmo momento que passamos juntos que contam.
O tempo por si só, só serve para meter ordem e fim as coisas, por isso nem lhe ligo, pois contigo nem o tempo vejo a passar, apenas vejo que cada momento e cada gesto são cada vez mais intensos. Sei que o que temos não vai ser para sempre mas também não lhe meto um tempo nem lhe tento escrever um fim. Isso seria tentar adivinhar o futuro, coisa que felizmente não tenho poder de o fazer.
Sei sim que enquanto a nossa história existir , vai ser construída pelos dois, e não só por mim.
Num simples passeio onde havia apenas eu e a tua presença, um simples passeio pelo campo onde tudo era verde, onde os pássaros se ouviam e o barulho das árvores a mexerem com o balanço do vento, com o odor das plantas, onde descobrimos um caminho, o destino de estar juntos o porque de ser assim, o porque de estar contigo. No meio de todo aquele verde, aquele vento, aquele odor, de sentir as tuas mãos suadas junto das minhas, não sei qual foi o objectivo apenas senti as tuas mãos suadas a escorregarem das minhas, senti uma forte corrente de vento de vinha da relva para cima onde eu ia cair e sentir num chão fofo onde a relva me rodeava, e onde eu parava a olhar para o céu.
Foi nesse momento que a corrente de vento parou, o barulho dos pássaros não se ouvia, e a tua presença tinha desaparecido, nessa altura tudo perdeu a graça que tinha, o sorriso que eu lhe dava, a razão que eu dava para viver, perguntei-me se seria isto o fim, se teria acabado assim. A olhar para o céu todas recordações e memorias vividas com ele naquele momento vieram a minha cabeça, explodiram o meu pensamento, apenas estava triste por ter caído naquilo que era o meu maior medo, perder quem eu gostava, quem eu tinha, apenas isto se reflectia no meu pensamento.
A claridade do sol a bater-me no rosto consegui fechar os olhos por um instante nesse instante uma sombra aproximou-me, abri o olho esquerdo, era o braço dele, o braço e a Mao suada que me ajudara a levantar, ele não tinha saído, não tinha fugido, ele apenas correu para apanhar um ramo de flores, foi dessa maneira que eu acordei daqueles pensamentos que teria perdido tudo, foi dessa força que o meu sorriso voltou, foi com um ramo de flores que ele me conseguiu meter novamente a sorrir e fez esquecer o facto de me ter deixado cair, alias ate foi bom, fez-me recordar o quanto ele era importante para mim, o quanto eu precisava daquelas mãos suadas, daqueles gestos de amor e carinho, apenas ele conseguia compreender isso, apenas eu sabia o quanto isso era importante para mim.
Ao levantares-me senti um enorme alivio, um alivio que veio do peito, ao cheirar o ramos de flores que tinhas dito vi que aquela sombra que me teria levantado, era real que eu tinha razão ao pensar que tu ias ser o meu protector, a minha sombra, que eras a pessoas que eu tinha escolhido.
Apesar de as tuas mãos estarem suadas agarraste-me com força, força essa que eu senti como um aperto a nunca largares-me ou deixares-me partir, então nesse instante te dei um abraço, voltei a sentir o vento fresco que fazia o barulho das folhas nas árvores os pássaros voltaram a cantar, num abraço apertado e sentido, onde as lágrimas caiam e o sopro do vento as congelavam em pedra, pedra essa que ficou no teu ombro que derreteu apenas com o calor que nos unia, com o calor daquele abraço apertado que fazia com que tudo fosse bem real.
Aquele abraço teria sido a certeza de que estava segura, Tao segura que não queria mais largar e ali ficamos durante um bom bocado agarrados, ate que o vento parou de soprar, a luz brilhante estava a desaparecer aos poucos, os pássaros a levantarem voo o verde da relva a ficar cada vez mais escudo. O que se estaria a passar?.. Será que era o fim do mundo ou... ou apenas um sonho tornado realidade? O sonho de puder saber qual era a sensação de ver o por do sol a desaparecer com a pessoa que gostamos.
O vermelho que cobria o sol a bater-me na cara e a reflectir a cor na pele dele, a sua blusa branca a ficar vermelha... Seria isso que estava a acontecer?..
Por um instante voltamos-nos para onde vinho o brilho, ao principio era tudo muito claro pois a pouca luz do por do sol fazia os nossos olhos fecharem-se, a medida que ele ia baixando os nossos olhos iam abrindo, ate que conseguimos olhar para ele, sentimos uma luz em direcção a nos, uma espécie de calor como se todo aquele brilho nos desse vida, se calhar uma forma de entendermos o porque de a natureza precisar tanto do sol, de tal força e brilho.
Sentados num pequeno rochedo vimos o pôr-do-sol a desaparecer por detrás de imensas árvores que faziam sombra numa pequeno arbusto que estava a começar a crescer, que precisava daquele intenso sol para viver. Se as plantas, árvores, insectos precisam de tal intensidade, porque e que nos seres humanos não precisamos também.. foi ai que percebi de onde vinha tanta segurança e tanto amor, era intenso aquilo que havia entre nos, ele era o meu sol e eu o seu pequeno arbusto.